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Tendência no PCdoB é não dar legenda para candidatura de Carlin Moura a deputado federal

 

Os partidos políticos mineiros aceleram as formações de chapas visando as eleições de outubro. Nesse sentido, uma polêmica já começa a surgir nos meandros da executiva estadual do Partido Comunista do Brasil (PCdoB): a situação do ex-prefeito de Contagem, Carlin Moura. Pretenso candidato a deputado federal, Moura esbarra na intenção do partido de “unir todas as suas forças” na candidatura de Wadson Ribeiro, presidente estadual do partido, que acumula, desde 2017, as direções da Ouvidoria Geral do Estado e da Secretaria Extraordinária de Desenvolvimento Integrado e Fóruns Regionais.

A atual deputada federal do PCdoB por Minas Gerais, Jô Moraes, deverá ser candidata ao Senado. Com isso, a cadeira que o partido ocupa na Câmara Federal há 12 anos está “vaga”. O partido sabe da necessidade de se eleger ao menos um deputado federal em Minas, visando superar a quociente eleitoral. Uma fonte da executiva estadual do PCdoB disse ao Poder em Foco que o partido precisa, obrigatoriamente, unir forças em torno de um candidato para não correr o risco de ficar sem nenhum representante no Congresso Nacional. “Se o partido rachar, e lançar Wadson e Carlin Moura, a chance dos dois serem derrotados é enorme. A executiva estadual já está decidida em torno do nome de Wadson. É bastante improvável que o partido permita que o ex-prefeito de Contagem também seja candidato”, disse, reforçando que a tendência é a coligação com o Partido dos Trabalhadores e siglas aliadas para deputado federal.

Outra fonte ligada ao PCdoB de Contagem (MG) informou que Carlin Moura foi convidado pelo partido a ocupar uma das secretarias estaduais que o PCdoB atualmente tem no governo de Fernando Pimentel (PT), em troca de abrir mão de sua candidatura nas eleições de outubro. Essa informação foi confirmada pelo próprio ex-prefeito, ouvido pela reportagem. “Meu nome foi lembrado sim para compor o secretariado do governador Pimentel, mas nossa prioridade nesse momento é continuar nosso trabalho e consolidar nossa candidatura a deputado federal”.

Nos bastidores do PCdoB circula a informação que Moura teria ficado chateado e insatisfeito com a direção partidária, e que cogitaria até mudar de partido para garantir sua candidatura à Câmara Federal, uma vez que já estaria sendo cortejado por outras siglas. Carlin Moura confirma que já recebeu convites para seguir para outros partidos, porém rechaça a possibilidade de aceita-los. “Sair do PCdoB e migrar para outra legenda é uma alternativa que não está posta. Tenho ótimo relacionamento com diversos partidos do nosso campo democrático e popular. Mantenho diálogo permanente com essas legendas. Recebemos convites sim, mas estou muito bem onde estou”.

Estratégias do PCdoB em 2018

O PCdoB em Minas Gerais já traçou as principais linhas de atuação para as eleições de outubro. O objetivo é formar uma chapa própria para deputados estaduais, para eleger três comunistas, além de buscar a melhor coligação na chapa de deputados federais, para conseguir a manutenção da representação do PCdoB mineiro na Câmara Federal. Além disso, o partido acredita serem reais as chances da deputada federal Jô Moraes na disputa pelas duas cadeiras do estado no Senado Federal.

Atualmente, o partido possui uma deputada federal, Jô Moraes, e dois deputados estaduais, Celinho do Sinttrocel e Ricardo Faria, além de Geraldo Pimenta, suplente que exerceu o mandato nos últimos anos, uma vez que Faria foi alçado a secretário estadual de Turismo. Dentre outros nomes fortes que o partido apresenta para as eleições de outubro à ALMG estão o de Zito Vieira, diretor da Codemig e ex-candidato ao Senado em 2010, e do vereador em Belo Horizonte, Gilson Reis.

O PCdoB já lançou a deputada estadual gaúcha Manuela D’Ávila como pré-candidata à Presidência da República. Manuela esteve, no último final de semana, na Grande BH, aonde fez o lançamento oficial de sua pré-candidatura.

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