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Delações da OAS e Andrade Gutierrez complicarão ainda mais a vida de Aécio Neves

A tempestade que envolve a carreira política do senador Aécio Neves está longe de passar.

Crédito Foto: Agência Senado
 

Ao que tudo indica, o Senado votará contra o afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) na próxima terça-feira (3). O senador mineiro foi afastado das suas funções parlamentares pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), na última terça-feira (26), pela suposta prática de crimes de corrupção passiva e obstrução de investigação que envolve organização criminosa. Somente esse ano, esta é a segunda vez que ele é afastado das suas funções de senador. O STF também impôs ao tucano recolhimento domiciliar noturno. Em sua defesa, Aécio terá votos até de senadores do PT, seu principal adversário político. Na vã tentativa de minimizar ainda mais desgastes à Casa, a votação será secreta.

Ainda que se confirme votação em favor de Aécio Neves, a tempestade que envolve sua carreira política está longe de passar. Isso porque já está no Supremo Tribunal Federal, para homologação, a delação de oito executivos da empreiteira OAS. Pelo que se apura nos bastidores, o mineiro receberá nova saraivada de denúncias, juntamente com outros políticos.

O empreiteiro Leo Pinheiro, da OAS, já teria citado Aécio Neves em seu depoimento aos investigadores da Operação Lava Jato. Segundo amplamente divulgado pela grande imprensa, Leo Pinheiro teria relatado propina de 3% nas obras da Cidade Administrativa, durante o governo Aécio Neves (2003-2010).

A delação, entretanto, foi suspensa pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, após vazamento de informação que faziam menção ao ministro Supremo, Dias Tofoli.

Já a delação da Andrade Gutierrez poderia trazer ainda mais elementos que comprovem a delação feita pelos executivos da Odebrecht, em abril desse ano, que renderam a Aécio Neves cinco investigações, entre elas, por lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Aécio conseguiu, registre-se, livrar-se da acusação de lavagem de dinheiro e corrupção passiva no caso de Furnas. A favor dele pesou a falta de provas, delações contraditórias e sem embasamento e os depoimentos do ex-presidente Lula e do ex-ministro José Dirceu, que livraram o senador mineiro.

Ainda assim, a previsão para o senador mineiro é de “chuvas e trovoadas”.

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