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Servidores da Agência Nacional de Mineração pedem demissão após nomeação de Pablito

"Nomeação de uma pessoa sem qualquer formação e experiência técnica para um cargo de singular importância e complexidade, resta temerária ou no mínimo desconfortante”

Crédito Foto: Facebook / Divulgação
 

Nem bem se apresentou para o cargo no qual foi nomeado, de superintendente da Agência Nacional de Mineração (ANM), e a chegada do ex-vereador de Belo Horizonte, Pablo César de Souza, o Pablito (PSDB), causou muito mal-estar entre os servidores do órgão. Em protesto a nomeação de Pablito, um total de 21 servidores protocolaram um pedido de demissão conjunta.

É o que noticia o site “O Beltrano”.

O diretor-geral da DNMP em Brasília e da Agência Nacional de Mineração, Victor Hugo Froner Bicca, foi quem recebeu a carta, igualmente protocolada para o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, em que os servidores reclama que “a nomeação de uma pessoa sem qualquer formação e experiência técnica para um cargo de singular importância e complexidade, resta temerária ou no mínimo desconfortante”.

Embora reconheça que o cargo de superintendente do departamento seja de livre nomeação, o engenheiro Fernando Alves Drummond de Oliveira, ex-chefe do Setor de Serviço de Controle de Títulos Minerais do DNPM-MG — e um dos demissionários — destacou que a “é preciso respeitar alguns critérios”. “Não pode ser um aventureiro como esse senhor Pablo. Ele tem maus antecedentes, já foi condenado por improbidade administrativa, está na lista da Odebrecht. Ele tem todo o direito de se defender na Justiça, mas continua não sendo um técnico da mineração”, criticou Fernando.

A nomeação de Pablito foi publicada no dia 17 de outubro.

A publicação também que registrou que o cargo em questão “é o posto mais importante na área mineral de Minas Gerais”. “Justamente por isso, servidores denunciam que a nomeação de Pablito, político também próximo ao senador Aécio Neves (PSDB), teria sido parte dos acordos entre diferentes partidos para atender aliados de Michel Temer antes da votação da segunda denúncia criminal no Congresso, da qual o presidente saiu vitorioso, no dia 2 de novembro. A nomeação de Pablito foi publicada 16 dias antes da votação da denúncia”.

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