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Sem Lula, é Ciro

 

As últimas movimentações na política nacional indicam que Marcio Lacerda será o nome do PSB para compor a chapa de Ciro Gomes como vice-presidente. A vaga seria do PT, não fosse o racha irreparável do partido sobre o tema.

E é nesta condição, fragmentado, que o PT chegará às urnas em 7 de outubro. Uma parte, mais pragmática, apoiará Ciro-Lacerda. Neste grupo do “Sem Lula, é Ciro” está o governador Pimentel, por exemplo. Em troca, ele terá o PSB e o PDT mineiros em seu palanque, ganhando musculatura para derrotar o bloco PSDB-MDB-DEM.

A outra parte do PT, mais raiz, se dividirá em outras duas partes: uma seguirá empunhando a candidatura de Lula de qualquer jeito. Será uma anticandidatura. E a outra, por afinidade, irá com Boulos, do PSOL.

Com as últimas movimentações, é possível também arriscar que o PCdoB vai retirar o nome de Manu para apoiar Ciro-Lacerda, como defende o governador do Maranhão, Flavio Dino. Em Minas, por exemplo, esse gesto daria ao partido a vice de Pimentel, provavelmente para Jô Moraes. As vagas para o Senado ficariam com Dilma Rousseff e Josué Alencar, do PR.

Neste cenário, a fatura de 2018 muito provavelmente não se fechará no primeiro turno. No segundo, o jogo zera e é provável que os lulistas, mesmo os mais resistentes, estejam todos com Ciro-Lacerda contra um nome do centro ou da direita, que pode ser Bolsonoro, Alckmin (ou Doria ou Huck), Álvaro Dias, Meirelles, Amoedo, Flavio Rocha ou Marina.

 

 

João Sampaio

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