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Professores da rede estadual permanecem em greve por tempo indeterminado

Segundo dados preliminares da Secretaria de Estado Educação, a greve conseguiu a adesão de cerca de 30% das escolas em todo o Estado.

Crédito Foto: Divulgação Facebook
 

Professores e professoras da rede estadual de educação votaram pela continuidade, por tempo indeterminado, da greve iniciada na semana passada pela categoria. A deliberação aconteceu na tarde da última quinta-feira (15), durante assembleia organizada pelo Sind-UTE/MG. O ato lotou a Praça da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

A categoria reivindica o cumprimento do acordo firmado com o governo do Estado em 2015. Estavam previstas três atualizações nos salários (2016, 2017 e 2018) e pagamento de abonos. Pelo acordo firmado, em 2018 o salário dos professores com jornada de 24 horas teriam seus vencimentos mínimos equiparados ao piso nacional de magistério.

Para 2018, o valor do piso nacional do magistério estipulado pelo Ministério da Educação é de R$ 2435 para uma jornada de 40 horas. O valor estabelecido representou um aumento de 6,81% na comparação com o valor do piso de 2017.

Também integra a pauta de reivindicações o fim do parcelamento dos salários e do 13º salário; a falta de repasses para o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (IPSEMG), o pagamento de férias-prêmio para os professores que solicitaram aposentadoria, entre outras reivindicações.

A coordenadora geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, explicou que a categoria não está buscando “meros aumentos salarias, como a propaganda do governo insinua à população”.  “Não se trata disso. Se trata do piso salarial e de uma política estruturadora, para que se possa cuidar e investir em outras questões. Pouco foi debatida a questão da carreira dos professores e pouco se avançou no debate sobre as condições de trabalho da categoria”, destacou.

Segundo dados preliminares da Secretaria de Estado Educação, a greve conseguiu a adesão de cerca de 30% das escolas em todo o Estado. Desse total, cerca de 449 escolas comunicaram paralisação parcial das suas atividades. Outras 198 informaram paralisação total. Outras 1.501 escolas funcionaram normalmente. Outras 3.461 instituições de ensino, entretanto, não comunicaram se aderiram ou não à paralisação.

Em nota divulgada pela Secretaria de Estado de Educação, quando a categoria iniciou a greve, o Governo do Estado havia se comprometido com o pagamento de 8 (oito) parcelas do saldo da correção do Piso Nacional de 2016, referente aos meses de janeiro a março de 2016, a partir de abril de 2018.

Também se comprometeu a retomar as nomeações de novos servidores para a Educação, até o total de 60 mil, conforme firmado em acordo anterior.

Em entrevista ao jornal Estado de Minas, o secretário de estado de Educação em exercício, Wieland Silberschneider, reconheceu o atraso nas atualizações previstas para os salários dos professores em 2017 e 2018. “É legítimo que o sindicato demande uma data firme para o cumprimento de um acordo. Entretanto, é preciso que seja igualmente validado o reconhecimento da volta completa de condições financeiras para se estabelecer essa data”, destacou o secretário de estadual de Educação.

O secretário de Educação também apontou outro complicador para o atendimento às demandas da categoria: o limite com despesas de folha de pagamento estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Atualmente, o governo de Minas gasta 49% da sua receita com folha de pagamento. Pela LRF, o gasto de Minas com a folha de pagamento está em seu limite máximo.

Manhã de manifestações

A quinta-feira teve várias manifestações da categoria. Logo no início da manhã, professores bloquearam várias rodovias e BRs de Minas Gerais. A BR-040 foi interditada pelos manifestantes em dois pontos: no km 8, na altura do bairro Guanabara, e em Contagem. No KM 524, na saída para Brasília, no sentido Belo Horizonte, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou a interdição de um dos sentidos da via. Na BR-381, ano km 451, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) a rodovia ficou interditada por cerca de 30 minutos.

Uma nova assembleia está agenda para o próximo dia 22 de março.

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