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Polícia Federal prende Gilmar Machado, ex-prefeito de Uberlândia

Outros 19 mandados de prisão temporária e 60 de busca e apreensão são cumpridos em seis Estados brasileiro

Crédito Foto: Internet Divulgação
 

Operação deflagrada pela Polícia Federal para apurar fraudes na aplicação de recursos de Instituto de Previdências municipais, prendeu, na manhã dessa quinta-feira (12), o ex-prefeito de Uberlândia, Gilmar Machado (PT). Outros 19 mandados de prisão temporária e 60 de busca e apreensão são cumpridos em seis estados: Goiás, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

A ação ocorre no âmbito da operação Encilhamento, que é desdobramento da Operação Papel Fantasma, que apura fraudes envolvendo a aplicação de recursos de Institutos de Previdências Municipais em fundos de investimento.
Ao todo, 28 Institutos de Previdência Municipais podem ter sido fraudados a partir da compra de debêntures sem lastro – títulos de dívida que geram direito de crédito aos compradores papel. Segundo a investigação, cerca de R$ 1,3 bilhão desses papeis teriam sido comprados pelos institutos.

As investigações também apontam para a participação de uma empresa de consultoria contratada pelos Institutos de Previdência. Também existem elementos que apontam para a participação de servidores de ligados a institutos de Previdência na fraude.

Funciona assim: A corretora de valores se apresenta como uma administradora profissional do patrimônio dos institutos de previdência, oferecendo serviço de gestão e de administração dos recursos.

Originalmente, cabe à Prefeitura a gestão desses valores. Entretanto, ela terceiriza a administração dos recursos para a corretora, sob a alegação de que uma gestão profissional vai trazer maiores rendimentos aos recursos do fundo previdenciário.

De posse da gestão dos valores, a corretora aplica o dinheiro das previdências municipais em fundos de investimento. Esses, por sua vez aplicam, o dinheiro em debentures que são emitidas por empresas de fachada.
No longo prazo, quando a empresa quebrar e houver a perda, a alegação será de que é um investimento de risco e que, portanto, ele comportaria perdas.

“Quem vai arcar com o prejuízo é o instituto de previdência municipal e os servidores públicos que pouparam e confiaram a administração do seu recurso a essa corretora e ao fundo de investimento”, destacou o delegado federal Victor Hugo Rodrigues Alves, responsável Operação Papel Fantasma, em julho do ano passado.

Gilmar Machado foi deputado federal por quatro mandatos (1999 a 2012), duas vezes deputado estadual (1991 a 1998) e prefeito da cidade Uberlândia de 2013 a 2106.

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