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Odair Cunha minimiza possível entrada de Anastasia na disputa do governo de Minas

Odair Cunha afirma que o cenário calculado para as eleições em Minas sempre foi o de uma disputa em dois turnos

Crédito Foto: Sérgio Lima / Folha Press
 

“Para nós, mão muda nada.” Essa que é avaliação que o secretário de estado de Governo, Odair Cunha, fez do anúncio da entrada do senador Antônio Anastasia na disputa pelo governo de Minas. Cedendo à pressão do tucanato, especialmente do seu padrinho político, o senador Aécio Neves, Anastasia confirmou que “passou a considerar sua candidatura”, na última sexta-feira (16). Odair, que é um dos principais articuladores da campanha à reeleição do governador Fernando Pimentel (PT), minimiza o fato político, apontando que se trata apenas de uma “movimentação do lado da oposição”.

As afirmações foram feitas pelo secretário de governo em uma matéria do jornal O Tempo, publicada no último domingo.

“Odair Cunha afirma que o cenário calculado para as eleições em Minas sempre foi o de uma disputa em dois turnos. Dessa forma, para os governistas, não faria diferença se a presença de Anastasia tem ou não a capacidade de reduzir o número de competidores ao Estado”, registra a matéria.

Ainda na publicação, Odair reconhece, entretanto, que o debate eleitoral, com a entrada de Anastasia, tende a ganhar novo enquadramento. “(Ele vai ter que explicar) por exemplo, a (escolha pela) construção da Cidade Administrativa em vez de fazer ações no interior, em vez de pagar o piso nacional para os professores ou de dar aumento real para as polícias. Porque, embora tenha sido autorizado (no governo anterior), quem honrou o pagamento de dois terços do aumento para as forças da segurança pública foi o governo Pimentel”, afirmou.

Odair também aponta que “é diferente enfrentar alguém que é a cara do Aécio em Minas e representa as escolhas equivocadas feitas por esse grupo no Estado”.

Em entrevista ao jornal Estado de Minas, em novembro de 2017, a avaliação de Odair sobre a presença de Aécio Neves nas eleições era de que temeria um embate direto. “Nós queremos exatamente comparar o que eles disseram nos últimos anos, o chamado choque de gestão, queremos mostrar o que foi esse choque”, disse.

Ainda na entrevista, o secretário de Governo avaliou que os três senadores, Aécio Neves, e Antônio Anastasia e Zeze Perrela “não representam Minas”. “Não estão à altura dos desafios dos mineiros. Os senadores não têm postura proativa em defesa do Estado. No máximo uma postura reativa. Qual foi a ação que os senadores de Minas Gerais propuseram para ajudar o estado neste momento histórico? Os três senadores – Aécio Neves, Zezé Perrela e Antonio Anastasia – são base de sustentação do governo federal que aí está, que não olha para Minas e não investe em Minas”.

Respondendo à especulação de que o anúncio da candidatura de Anastasia tem como finalidade apenas estacar a debanda de deputados do PSDB, Cunha apontou para a experiência política dos adversários. “Não acredito. Não subestimo a inteligência dos candidatos a deputado estadual e federal, mesmo dos nossos adversários”.

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