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Márcio Lacerda: “O governo se consola por estar um pouco melhor do que o do Rio”.

Para o ex-prefeito, "governo do estado não tem projeto de curto, médio ou longo prazo".

Crédito Foto: Edésio Ferreira /EM / D.A. / Press
 

Pré-candidato ao governo de Minas Gerais, o ex-prefeito da capital, Marcio Lacerda (PSB), criticou a forma como o atual governador, Fernando Pimentel (PT), vem conduzindo a gestão do Estado. “O governo assumiu falando que era uma situação difícil, mas se comportou, inexplicavelmente, como se a situação não estivesse difícil. Ampliou as estruturas, deu aumentos de salários, ou seja, não fez ajustes”.

Lacerda desaprova a forma como a crise pela qual o estado atravessa é tratada pelo atual governo. “Vemos um estado que tem dificuldades nas finanças, que se compara com o Rio de Janeiro, um desastre total na gestão. O governo se consola por estar um pouco melhor do que o Rio. Isso é muito grave”.

As críticas foram feitas em sua entrevista para o jornal Estado de Minas, publicada na último dia 21 de dezembro.

Tomando como base o gasto com a folha de pagamento de quando esteve à frente da Prefeitura de Belo Horizonte, Lacerda destacou que fez um forte ajuste e entregou a gestão com uma folha de pagamento com 39% sobre a receita corrente líquida. “Hoje, parece que a folha de pagamento do estado está consumindo 70% da receita”, criticou.

Para o ex-prefeito, “o estado não tem projeto, nem de curto, médio ou longo prazo”.

Quando perguntado sobre o enfretamento eleitoral que terá com dois dos seus antigos aliados, Fernando Pimentel e Aécio Neves (PSDB), Lacerda se orgulha de ter construído uma convergência histórica e inédita, unindo tucanos e petistas no arco de alianças de sua candidatura. “No primeiro mandato a participação dos dois partidos no governo (PT e PSDB) funcionou bem. Isso não continuou porque eles se separaram, não porque eu me separei deles. Acho que tenho condições de diálogo com muitas tendências políticas e ideológicas”.

Ele acredita que o caminho de ambos os ex-aliados é tentar a reeleição para os seus atuais cargos.

Márcio Lacerda mostrou otimismo sobre sua competitividade eleitoral. “As pesquisas mostram que mais de 60% dos entrevistados querem votar em um bom gestor, seja político de carreira ou não. Mas com experiência comprovada e ficha limpa”. Ele também registrou que é conhecido por apenas 22% do eleitorado de Minas Gerais. “Então, o desafio, em primeiro lugar, é me tornar mais conhecido”.

Sobre outros possíveis adversários, como o ex-presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Diniz Pinheiro (PSDB); o presidente da Comissão de Constituição e Justiça  (CCJ), o deputado federal Rodrigo Pacheco (PMDB) e o empresário Romeu Zema (Novo), Lacerda destacou a boa história de todos eles. ” Alguns eu conheço mais, como o Dinis Pinheiro, tenho uma boa relação com ele. Rodrigo Pacheco é um deputado novo, não conheço a história dele e a experiência dele para fazer uma avaliação. Mas é uma experiência mais como parlamentar e advogado. Romeu Zema é um empresário herdeiro de uma grande cadeia de lojas e postos de gasolina. É um bom empresário, mas sem nenhuma experiência de gestão pública. O desenvolvimento das ideias e debates sobre os planos de governo vão demonstrar quem tem mais viabilidade e as pesquisas irão também mostrar isso”.

Para ler a integra da entrevista, clique aqui.

 

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