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Lutar por Lula é lutar pela democracia e pelo Estado de Direito

Crédito Foto: Ricardo Stuckert
 

Todos os olhares no Brasil estarão voltados para Porto Alegre no próximo dia 24 de janeiro. O julgamento de Lula, em segunda instância, definirá não apenas as condições políticas das eleições de 2018, como também o futuro do Brasil enquanto nação soberana.

Uma eventual condenação pode permitir com que seja bem sucedido o objetivo final da elite no processo golpista que se iniciou no Brasil nos últimos anos; evitar com que Lula participe do processo democrático e que milhões de brasileiros percam seu maior representante na política.  Caso a condenação sem provas e sem crime seja concretizada, significará para o povo e para todos os brasileiros que sonham com um país mais justo, o início da campanha eleitoral de Lula nas ruas.

Por isso, é fundamental a resistência. Seguro de que Lula está sendo julgado pelo o que representa, pelo o que já fez e pode fazer pelo Brasil, aceitei o desafio de coordenar o Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do Partido dos Trabalhadores (PT) de Minas Gerais.

O GTE decidiu em reunião organizar diversas atividades em defesa de Lula. No dia 13, comitês populares serão inaugurados pelas cidades mineiras. Em Belo Horizonte, a inauguração será ao meio dia, na Praça Sete. A composição dos comitês será para todos aqueles preocupados com o futuro da democracia brasileira. Comitês suprapartidários e intersindicais. É hora de juntarmos as forças da sociedade contra a injustiça e a interferência no processo democrático. No dia 21 de janeiro, será realizada uma plenária com juristas e no dia 22 diversas atividades nas cidades mineiras, como caminhadas e panfletagem.

Um grande ato foi marcado para o dia 23, às 17h, véspera do julgamento, na Praça Afonso Arinos, em Belo Horizonte e no dia 24 ocorrerá uma concentração e ato político na frente da Justiça Federal, a partir das 7h30. Perto dali, na Praça da Assembleia, haverá outro ato durante o julgamento.

Lula, mais do que nunca, representa a saúde da própria democracia brasileira. Primeiro porque é a maior liderança da oposição a um governo que não foi eleito. É o primeiro colocado em todas as pesquisas e venceria todos os adversários em qualquer situação. No contexto atual, de desmonte de direitos, de reformas impactantes não discutidas com a sociedade, a candidatura de Lula se faz ainda mais necessária. Em um segundo lugar, porque Lula é vítima de arbitrariedades condenadas por juristas ao redor do mundo. Eles afirmam ter havido o uso de Lawfare, termo utilizado para designar o uso da Justiça para fins políticos, por parte das autoridades da operação que acusa o ex-presidente indevidamente.

Por último, e não menos importante, o ex-presidente significa a resistência ao avanço reacionário que questiona direitos das mulheres e dos homossexuais, ofende publicamente os negros e prega o ódio e a intolerância. Defender Lula é defender a democracia, a pluralidade, o Estado de Direito e a inclusão social.

Os verdadeiros democratas não podem se furtar a essa defesa que não é só de Lula, e sim, do Brasil. A defesa é pela possibilidade de que haja construções políticas que não sejam as preferidas da nossa elite dirigente. É pela liberdade do povo votar em um presidente para chamar de seu.

Assim como ocorreu com o presidente mineiro Juscelino Kubistchek, Lula sofre uma caçada judicial que deve ser amplamente denunciada. Precisamos ganhar ruas e praças contra a injustiça e pela democracia! O futuro do Brasil depende da nossa atuação e da nossa resistência.

 

REGINALDO LOPES
Economista e deputado federal pelo PT de Minas Gerais 

 

 

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