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João Vitor Xavier, Alex de Freitas e Eduardo Barbosa tentam articular terceira via na eleição para presidente do PSDB em MG

 

A eleição para presidente estadual do PSDB, marcada para o próximo sábado (11/11), promete acirramento entre diferentes correntes do partido. Além da disputa entre o atual presidente, o deputado federal Domingos Sávio, e seu colega de bancada, Paulo Abi Ackel (com apoio do senador Aécio Neves), um grupo encabeçado pelo deputado estadual João Vítor Xavier iniciou um movimento que pede a democratização nas decisões do PSDB em Minas e pode até lançar uma chapa alternativa para concorrer às eleições do comando da legenda no Estado.

A informação foi publicada pelo Jornal O Tempo desta terça-feira (7/11), e confirmada pela reportagem do Poder em Foco. Entre as lideranças que acompanham João Vitor Xavier estão o prefeito de Contagem, Alex de Freitas, e o deputado federal Eduardo Barbosa.

“O que estamos fazendo é criar uma frente para discutir as questões que precisam ser mudadas no partido. As eleições de 2018 já estão se aproximando e é preciso oxigenar os processos de escolhas de candidaturas, com maior debate, mais participação dos membros dos partidos”, afirmou Xavier ao jornal, ressaltando que o objetivo do grupo não é disputar a liderança da legenda, porém não descarta tal possibilidade. O registro de chapas para a eleição do PSDB em Minas pode ser realizado até o fim desta terça-feira (7/11).

Desgaste de Aécio acirra disputas

O lançamento das candidaturas de Abi Ackel e Domingos Sávio é criticada pelo deputado federal Eduardo Barbosa. “Nenhuma dessas duas candidaturas tiveram seus nomes discutidos com as bases da nossa legenda. Muitas vezes a gente que está dentro do partido fica sabendo da decisão de quem será indicado para os cargos pela imprensa. É preciso mudar esse processo”.

O deputado ressalta que o enfraquecimento político do senador Aécio Neves, após as denúncias de corrupção dos últimos meses, pode oxigenar os rumos do partido em Minas Gerais. “Com a liderança de Aécio, tudo era muito cômodo, as decisões que ele tomava todos respeitavam e não questionavam. O cenário atual facilita para as pessoas quererem discutir e se preocuparem com os rumos do partido, buscando um protagonismo”, concluiu.

A reportagem conclui ressaltando que esse grupo reconhece ser difícil organizar uma chapa com chances de vitória em tão pouco tempo. “O começo da democratização das escolhas dos candidatos nas próximas eleições passa por uma maior discussão em torno do nome que vai comandar a sigla no Estado. Porém, a avaliação é que nesse momento talvez não haja tempo hábil para articular uma chapa com chances reais de vitória para as eleições do próximo sábado”.

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