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Fernando Pimentel é denunciado por lavagem de dinheiro e tráfico de influência

 

Uma terceira denúncia contra o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), com base nas investigações da Operação Acrônimo, foi encaminhada para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) em junho desse ano. A nova denúncia, que aponta suspeita de lavagem de dinheiro e tráfico de influência de Pimentel, quando esteve à frente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, entre os anos de 2011 e 2014, tem origem na delação premiada de Benedicto Barbosa da Silva Junior, também conhecido como “Bené”, apontado como operador de Fernando Pimentel.

A revelação foi feita pelo jornal Folha de São Paulo.

Segundo a investigação, Pimentel teria articulado a liberação de recursos do BNDES, que é subordinado ao ministério, para a empreiteira JHFS. O dinheiro seria usado para a construção e operação do Aeroporto de Catarina, em São Roque, interior de São Paulo. Segundo a delação de Bené, a empreiteira teria pago propina no valor de R$ 1 milhão.

O valor teria sido pago em Caixa Dois para a campanha de Pimentel ao governo de Minas, em 2014,  por meio da contratação do instituto de pesquisa Vox Populi. Essa informação foi dada pelos próprios executivos da JHFS, em depoimentos divulgados pela imprensa.

Bené, delator e suspeito operador de Pimentel, também responde por lavagem de dinheiro e tráfico de influência.

Em resposta, a defesa do governador disse que “as denúncias são baseadas em ilações e não levam a lugar nenhum, apenas estigmatizam o acusado”. Ainda segundo a defesa, “não há prova nenhuma de nada disso”. “Criminalização da política se tornou rotina no Brasil”.

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