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Ex-secretário de Saúde de Uberaba é preso em operação do Ministério Público

 

O ex-deputado estadual Fahim Miguel Sawan (PSDB) foi preso, na última quinta-feira (14), pela “Operação Aurélio”, deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais. A operação apura desvios na Secretaria Municipal de Saúde de Uberaba, da qual Fahim foi secretário entre os anos de 2013 e 2014. A operação é um desdobramento de uma Ação Civil Pública por improbidade administrativa encaminhada pela Controladoria-geral do município — órgão de controle interno da Prefeitura de Uberaba. À época, constatou-se através de investigações feitas pela Controladoria, a compra de medicamentos, nutrientes e demais insumos da Secretaria de Saúde com preço maior que os praticados pelo mercado.

Além do ex-deputado e ex-secretário Fahim Sawan, também foi preso seu genro, Thiago Brasil Tiveron. Eles foram detidos em flagrante por lavagem de dinheiro e obstrução dos trabalhos de investigação. Na casa de ambos foram apreendidas grande quantidade dinheiro em espécie. Da mesma forma também foram alvos de busca e apreensão outros três assessores diretos do ex-secretário.

Foram feitas busca e apreensões de celulares, computadores e documentos que comprovassem possíveis práticas de crime. Automóveis também foram apreendidos. Também foi determinada o bloqueio de contas dos réus e das empresas investigadas, de modo a garantir, no futuro, execução judicial dos valores devidos.

Em matéria publicada pela própria Prefeitura de Uberaba em fevereiro de 2015, além da aquisição de medicamentos com suspeita de superfaturamento, “coincidências suspeitas” chamaram a atenção. “Quatro empresas, sendo duas delas da cidade de Aparecida do Norte (SP), uma de Ipiguaçu (SP) e outra de São Paulo (SP) aparecem em várias cotações e como fornecedoras. Duas delas são da cidade de Aparecida do Norte (SP), sendo que uma delas é farmácia de pequeno porte. Houve também uma série de coincidências de que pode ter havido eventual favorecimento a estas empresas, que são as mesmas que aparecem nas cotações. Algumas empresas faziam entrega de medicamentos e insumos em nome de outras (concorrentes). É prova material que temos e tudo foi entregue ao Ministério Público que é a instância competente para apurar todas estas irregularidades que foram apontadas”, explicou a publicação.

Além o Ministério Público de Minas Gerais, participaram da ação a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Uberaba, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Polícia Militar e o Poder Judiciário.

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