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E agora PT/MG, o que fazer com Dilma Rousseff?

 

A pergunta do milhão no PT mineiro é: o que fazer com Dilma Rousseff? Desde a repentina transferência domiciliar da ex-presidente para Minas Gerais, feita no último dia que permite que ela seja candidata nas eleições de 2018, os corredores do diretório estadual do PT e do Palácio da Liberdade estão em polvorosa. A vinda de Dilma Rousseff abalou as negociações que o PT mantinha com os partidos aliados no estado, notadamente o MDB, o PCdoB e o PHS.

A informação inicial era que Dilma postularia uma vaga ao Senado. Tal notícia deixou um dos principais aliados de Fernando Pimentel enfurecido. O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Adalclever Lopes (MDB), queria ser um dos indicados para disputar o Senado dentro de uma coligação que envolveria diversos partidos aliados, como PT, MDB, PCdoB, PR, PHS e Podemos. Aliás, outro grupo que teria ficado “chateado” com o PT são os comunistas do PCdoB. Isso porque a deputada federal Jô Moraes já se coloca como pré-candidata ao Senado desde o fim do ano passado e, com a vinda de Dilma, seria obrigada a recuar e tentar novamente uma vaga à Câmara Federal. Por fim, o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS), não escondeu sua insatisfação, uma vez que trabalha pela candidatura do jornalista Carlos Viana (PHS).

Quase vinte dias após o furor causado pela notícia de que a ex-presidente seria candidata ao Senado por Minas Gerais, vislumbra-se um arrefecimento nos bastidores da política mineira: Dilma Rousseff seria, na verdade, candidata a deputada federal. Dentro do PT, acredita-se que ela poderia ser a deputada mais votada em todo o Brasil, ajudando o partido a eleger mais representantes na Câmara, algo importante, pois, além de representatividade em Brasília, o número de deputados interfere diretamente na partilha do Fundo Partidário.

Em tal cenário, Pimentel acredita que poderia até aumentar o número de partidos aliados buscando sua reeleição ao cargo de governador. Além de ter em Josué Alencar, filho do ex-vice-presidente José Alencar, que migrou do MDB para o PR, como o “vice ideal”, o PT cederia as vagas da chapa ao Senado para o MDB, que lançaria Adalclever Lopes, e para o PHS, que quer indicar o jornalista Carlos Viana.

Eleições para a Câmara Federal

Neste cenário de Pimentel (PT) governador, Josué Alencar (PR) vice, Adalclever (MDB) e Carlos Viana (PHS) ao Senado, as conversas se aceleram acerca das coligações para as eleições de deputado federal. O PT já sinalizou que estaria disposto a aceitar a formação de um “chapão”, que poderia incluir ainda o PCdoB e até o Podemos. De todos os cinco partidos, apenas PCdoB e PR já indicam que a coligação proporcional é fator fundamental para comporem a chapa de apoio à Pimentel. MDB, PHS e Podemos ainda estudam se saem sozinhos, ou mesmo se coligam entre si.

Em 2014, tanto MDB quanto PCdoB coligaram com o PT. Juntos, elegeram 18 deputados, incluindo o PRB. Com a candidatura de Dilma Rousseff a deputada federal, e a formação de uma ampla coligação, os articuladores “de centro-esquerda” em Minas dizem poder eleger até 25 congressistas. “A principal possibilidade, hoje, seria a formação de duas chapas. Uma com PT, PCdoB, MDB e PR, e outra com PHS e Podemos”, disse um integrante da executiva estadual do PT à reportagem do Poder em Foco.

Já um integrante da ala mais antiga do partido, com quase 30 anos de legenda, sugeriu um “devaneio”: “Nada me tira da cabeça que Dilma Rousseff pode ser o plano B de Lula e da executiva nacional do partido para substituí-lo na candidatura à Presidência da República, caso o registro de candidatura de Lula seja rapidamente indeferido pelo TSE. Tudo vai defender da polarização da política brasileira e da capacidade de aglutinação da esquerda nos próximos meses”.

 

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