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Cair na Rede?

Confirmadas as migrações, a Rede ficará ainda mais “melancia” do que antes.   

Crédito Foto: Divulgação
 

A confirmação da condenação do ex-presidente Lula pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), somada à rejeição do governador Fernando Pimentel (PT), também embolado com a Justiça, pode deflagrar uma “corrente migratória” de petistas à Rede Sustentabilidade, em Minas Gerais.

A fundação da Rede Sustentabilidade em Minas Gerais teve muito apoio petista. A sigla recebeu centenas de filiações de pessoas ligadas a três grandes quadros do PT: do então deputado estadual Paulo Lamac; do deputado federal Reginaldo Lopes (PT) e do ex-vice-prefeito de Belo Horizonte, Roberto Carvalho. Desses, somente Lamac migrou em definitivo para a Rede.

O “troca-troca” acontecerá entre março e abril desse ano, período em que se abre a “janela partidária” — prazo em que detentores de mandato podem trocar de partido sem risco de perda do cargo.

Será bom para todo mundo. Se por um lado interessa aos petistas detentores de mandato abrigar-se em uma sigla com menor desgaste, por outro, também interessa à Rede receber em suas fileiras quadros com votação atestada nas urnas. Afinal, para acessar o fundo partidário e o tempo de rádio e televisão, os partidos terão que conseguir, nas eleições de 2018, 1,5% dos votos válidos distribuídos em pelo menos nove estados com um mínimo de 1% dos votos válidos em cada um deles, ou eleger pelo menos um deputado em pelo menos nove estados.

Lançado no último sábado (27), o ex-deputado João Batista Mares Guia será o candidato da Rede ao governo do Estado. A campanha Mares Guia, que foi um dos fundadores do PT, receberia o reforço dessas novas lideranças.

Os petistas, por sua vez, reconhecem as dificuldades da legenda no pós-impeachment e no pós Operação Lava Jato. Nas eleições municipais de 2016, PT encolheu o número de prefeituras comandadas pela legenda em cerca de 60%. Foram apenas 263 conquistadas, contra as 638 conseguidas em 2012.

O anúncio do atual secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Miguel Correa (PT) — feito no dia da confirmação da condenação do ex-presidente Lula — de que não disputaria reeleição à Câmara dos Deputados, foi interpretado por integrantes da Rede como sinais da “fadiga” da legenda.

Confirmadas as migrações, a Rede pode ficar ainda mais “melancia” do que antes.

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